Para além da capacidade técnica, saber gerir e liderar é essencial para desenvolver um negócio sustentável
Em meio a 3,7 milhões de profissionais na área da saúde, de acordo com dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde do Ministério da Saúde, a pergunta que fica é: como se destacar?
Em um setor que vive em constante expansão e se torna cada vez mais importante para a sociedade, é comum que profissionais queiram criar consultórios próprios ou crescer na carreira.
Porém, o que muitos não sabem é que técnica e capacidade não são os únicos requisitos para abrir e desenvolver o próprio negócio.
Panorama competitivo dos negócios na área da saúde
Entender as tendências da área da saúde é o primeiro passo para compreender como o setor funciona. Atualmente, por exemplo, a tecnologia não é mais opcional, mas sim essencial para que um consultório possa atender às necessidades dos pacientes.
Além disso, o crescimento da procura por uma vida mais saudável e por cuidados com a saúde mental e física também moldam as ofertas de serviços para as pessoas.
Por isso, ter habilidades de liderança e de gestão é essencial para construir um negócio sustentável na área da saúde. Sem uma boa gestão, as oportunidades podem ser mal executadas ou até mesmo não serem percebidas.
Consequentemente, o crescimento do negócio pode ser prejudicado pela falta de investimentos corretos em equipamentos e serviços.
Pilares estratégicos para a retenção e fidelização de pacientes
Um bom gestor também entende que, apesar de a tecnologia ser indispensável, a humanização ainda é necessária para que os clientes se sintam acolhidos e confortáveis.
Desde o atendimento por telefone ou plataformas digitais, o paciente precisa se sentir escutado e acolhido para que a experiência seja positiva desde o começo e a possibilidade de fidelização aumente.
Entender o público-alvo do negócio é essencial nessa etapa. Se o foco é na saúde para a população idosa, o ideal é investir no atendimento humano por telefone, uma vez que pessoas nessa idade possuem dificuldade com tecnologia e, em alguns casos, deficiências na visão.
Não só eles, mas a população em geral prefere o atendimento por telefone com humanos. Uma pesquisa realizada pela Qualibest mostra que 72% dos entrevistados não gostam do atendimento por Unidade de Resposta Audível (URA), sendo que 41% deles afirmam odiar esse tipo de atendimento.
Apesar de o ambiente virtual ser importante, preparar e qualificar o atendimento presencial para que os colaboradores possam tirar todas as dúvidas pertinentes, auxiliar nos processos e conseguir lidar com situações tensas faz toda a diferença para o paciente.
Transformação digital e automação de processos internos
Saber gerenciar, como já dito anteriormente, é saber onde investir e automatizar em um negócio. A tecnologia precisa ser usada em operações que demandam muito tempo e lidam com muitos dados, a fim de facilitar tarefas e não substituir mão de obra.
Um grande exemplo de bom investimento em tecnologia para negócios de saúde é a automatização de processos administrativos. De acordo com a American Nurses Association, 30% do trabalho de enfermagem é destinado a tarefas administrativas.
Centralizar o histórico de prontuários, otimizar a agenda dos profissionais e reduzir as glosas de convênios são possibilidades oferecidas pela implementação de um software para clínica, o que permite que a equipe foque integralmente no acolhimento ao paciente, sem perder tempo com tarefas operacionais.
Um outro ponto principal para negócios de saúde é o investimento em telemedicina. A possibilidade de realizar uma consulta médica a distância não só é um facilitador para o paciente, que não precisa se deslocar para consultas, como também pode diminuir gastos com infraestrutura física.
